terça-feira, 23 de agosto de 2011

Sem

As cartas estão espalhadas na sala
As roupas jogadas ainda na cama,
O silêncio abrigado em toda casa
E a dor aqui, em mim, faz drama.
O meu desejo evasivo ainda clama
a intensidade da esquecida chama
que todo dia trazia teu sapato a porta
e tuas roupas limpas pendidas à varanda.
Essa falta alcunha meu vazio de saudade
Que quando distraída, vem e me invade
Cobrando a presença em minha cama
do Codinome de quem não mais me ama.


Gabriela Marques




6 comentários:

  1. Hei, você sabe rimar muito bem, menina!
    Achei o poema lindo, digno de uma grande poetisa e rico em realidade como as coisas qu tocam devem ser.

    Muito bom, de verdade!

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  2. Olá,
    muito bom, hein?! Confesso que adoro poemas, mas nunca tive o dom de rimar. Achei muito legal o seu blog, já sigo.
    Saudade é uma coisa bonita, você não acha? É bonito e ao mesmo tempo insuprtável. Quem dera pudesse eu desvendar um dia a saudade, mas você a põe muito bem.
    Gostaria de te convidar a visitar e/ou seguir meu blog, que é simples, mas é um pouco de cada parte de mim. Eu ficaria honrada com a sua presença, de verdade. Bem, te espero lá?
    Grande abraço, sucesso!
    Ana Pontes

    http://asoleneanapontes.blogspot.com/

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  3. O vazio é construído pelas presenças.

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  4. Tirou as palavras do meu coração!

    beijos, bom domingo!

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  5. Continue apostando na poesia, muito boa, assim como seus textos!

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